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Story Publication logo May 11, 2025

COP30: Marajó’s ‘Backyards’ To Receive R$56 Million in Investment (Portuguese)

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"Embrace the Marajó", a program led by Brazil's Ministry of Human Rights, gave away more than 7...

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An English summary of this report is below. The original report, published in Portuguese in UOL, follows.


This article looks into how the Marajó Resiliente project will allocate US$9.8 million (R$56 million) from the Green Climate Fund, a U.N. initiative that finances projects to fight climate change, to the Marajó archipelago in the Brazilian state of Pará.


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COP30: 'Quintais' do Marajó vão receber R$ 56 mi de investimento

  • Fundo Verde do Clima investe US$ 9,8 milhões em quilombos do Marajó durante a COP30, beneficiando Soure, Salvaterra e Cachoeira do Ariri.
  • Projeto Marajó Resiliente visa implementar 800 hectares de sistemas agroflorestais até 2028 para aumentar a renda local.
  • Cerca de R$ 33 milhões do projeto destinam-se às famílias para aquisição de mudas e sementes, beneficiando práticas agrícolas tradicionais.

Participantes do Projeto Marajó Resiliente, no Pará. Imagem por divulgação. Brasil.

Quilombos do arquipélago do Marajó (PA) esperam a visita dos "gringos" durante a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que ocorre entre 10 e 21 de novembro em Belém.

Isso porque o Fundo Verde do Clima, iniciativa relacionada à ONU para financiamento de projetos para enfrentamento das mudanças climáticas, está investindo US$ 9,8 milhões (cerca de R$ 56 milhões) num projeto intitulado Marajó Resiliente.

Três cidades do arquipélago foram contempladas no projeto: Soure, Salvaterra e Cachoeira do Ariri.

O objetivo, segundo os organizadores, é até 2028 implementar 800 hectares de sistemas agroflorestais, o que contribuiria para a renda dos agricultores.

Esses sistemas, ligados às tradições históricas no Marajó, são chamados de "quintais".

Cerca de R$ 33 milhões devem ser destinados às famílias participantes do projeto, mediante mudas e sementes, conta Juliana Strobel, da Fundação Avina, organização responsável pelo Marajó Resiliente.

"60% do valor total nós estamos conseguindo fazer chegar na 'ponta'", diz.

Foi feito um edital para escolher 30 "multiplicadores" —integrantes de comunidades de baixa renda que serão beneficiados com o projeto.


Roseli Santos, uma das líderes do quilombo Vila União, de Salvaterra (PA)
Imagem por Fabrício Venâncio/UOL. Brasil.

A agricultora Roseli Santos, 50, uma das lideranças do quilombo Vila União, de Salvaterra, é uma das multiplicadoras.

"Nossa agricultura é familiar. A gente nasceu e cresceu fazendo isso", diz.

Segundo Santos, o projeto vai ajudar no aprimoramento financeiro e técnico, pois a área é arenosa e precisa de correções.

"Às vezes, a comunidade não tem dinheiro para comprar calcário para corrigir o solo", exemplifica.

Ela conta que quer plantar acerola, andiroba, bacuri, banana e pupunha, além dos três "carros-chefe" do projeto: açaí, cacau e cupuaçu.

"Nosso quintal é para criar galinha e porco para o sustento. Também plantamos milho, feijão, abóbora, maxixe, mandioca, abacaxi. E hortaliças, a gente sobrevive delas", diz.

Impacto

Segundo os organizadores, as práticas tradicionais dos quintais funcionam como soluções de adaptação climática "e também como modelos escaláveis que podem ser ampliados para beneficiar mais e mais pessoas".

"O Marajó é uma região de alto impacto das mudanças climáticas. É a maior ilha flúvio-marítima do mundo", diz Juliana Strobel, da Fundação Avina.

"Nas discussões da COP, as ilhas são um foco especial, porque são muito afetadas. Há países-ilha que podem sumir do mapa por causa das mudanças climáticas", completa.

Segundo um estudo de vulnerabilidade climática de 2022, a região pode ter um aumento de temperatura na casa de 2ºC até 2050, com fenômenos climáticos extremos como tempestades e secas prolongadas.

O projeto será exposto num evento paralelo da COP com autoridades e quilombolas.

Strobel conta que os organizadores também vão promover uma "Missão Marajó", levando convidados para ver de perto o avanço do projeto. Entre eles, representantes de países que investiram no Fundo Verde.

Vídeo gentilmente cedida por UOL. Brasil.

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