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Projeto Abril 28, 2023

Panará, os “Índios Gigantes” monitoram Sua terra contra invasões recentes

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Jornalistas acompanharam trabalhos de monitoramento (aéreo e por terra) que os Panará fizeram para verificar e combater ameaças de invasão de suas terras. A reportagem coincide com a passagem dos 25 anos da volta dessa etnia para suas terra, em 1997.

Chamados no passado de Krenhakarore ou também de "Índios Gigantes", os Panará foram contatados por missão da Funai liderada pelos irmãos Claudio e Orlando Villas Boas, em 1973. A ditadura militar queria passar a estrada BR-163 (Cuiabá-Santarém) onde eles habitavam. O contato resultou em tragédia: vítimas de doenças, sua população decresceu e eles acabaram sendo levados a morar no Parque do Xingu.

Em seguida, suas terras na região de Peixoto de Azevedo foram tomadas pelo garimpo e largamente destruídas: hoje são dunas de areia estéril, o rio é poluído de mercúrio. Os Panará nunca se adaptaram: índios de floresta amazônica, viviam na transição para o Cerrado, outro bioma, outros alimentos.

Em meados dos anos 1990, em missões organizadas por Stephan Schwartzan e André Villas Boas, eles detectaram área da terra natal com a floresta preservada, em área do Exército, na Serra do Cachimbo. O NDI (Núcleo de Direitos Indígenas) venceu uma ação contra a União e conseguiu as terras de volta, em 1997. Sua floresta está preservada, sua população cresceu e eles monitoram a terra.

A história de sucesso após a tragédia, no entanto, exige permanente controle do território, cercado por fazendas de gado e de commodities agrícolas em uma região ameaçada também pelo garimpo e a exploração ilegal de madeira.

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